Uma operação realizada nesta sexta-feira (10) no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim resultou na autuação da concessionária RioGaleão e na interdição de dez veículos que operavam de forma irregular no transporte de passageiros.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro e pelo Procon-RJ, com apoio do Detro, Detran e da Polícia Militar. O foco foi combater práticas abusivas contra turistas, principalmente na área de desembarque internacional.
Assédio e irregularidades
Logo no início da fiscalização, agentes identificaram um taxista não credenciado atuando como se fosse autorizado. O motorista usava vestimentas semelhantes às de profissionais regularizados para enganar passageiros, oferecendo corridas com preços combinados, sem uso de taxímetro, e simulando valores de aplicativos — prática considerada enganosa.
Por ocorrer dentro da área operacional do aeroporto, a concessionária foi responsabilizada e autuada pelos órgãos de defesa do consumidor.
Veículos irregulares e preços abusivos
A operação também alcançou as áreas de embarque e desembarque, onde diversos veículos foram abordados. Dez deles acabaram interditados por problemas que comprometem a segurança, como pneus em más condições e falta de vistoria obrigatória do sistema de gás.
No entorno do aeroporto, equipes flagraram motoristas oferecendo corridas sem credenciamento por valores considerados abusivos, que chegavam a R$ 300. A prática, além de ilegal, expõe passageiros a riscos e possíveis fraudes.
Medidas e exigências
Como desdobramento, a RioGaleão foi notificada a apresentar um plano de ação com medidas para coibir o transporte clandestino dentro do aeroporto.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, afirmou que a fiscalização será rigorosa para garantir segurança e transparência aos passageiros.
Segundo ele, o aeroporto, como principal porta de entrada de turistas no estado, precisa oferecer um ambiente organizado e com serviços devidamente regulamentados.






