O esquema de segurança montado para o show de Shakira, realizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, registrou redução significativa no número de ocorrências em comparação a grandes eventos anteriores. Segundo balanço divulgado pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (4), houve queda de 52% em relação à apresentação de Lady Gaga e de 54% na comparação com o show de Madonna.
Durante a apresentação da cantora colombiana, que reuniu cerca de 2 milhões de pessoas na orla, foram contabilizadas 115 ocorrências. De acordo com as autoridades, nenhum dos casos registrados foi considerado grave. No show de Lady Gaga, no ano anterior, haviam sido 238 registros, enquanto a apresentação de Madonna, em 2024, somou 252 ocorrências.
A chamada Operação Shakira mobilizou aproximadamente 8 mil agentes, envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, programa Segurança Presente, Lei Seca e órgãos municipais. O esquema contou com tecnologias como reconhecimento facial, drones, câmeras de monitoramento, torres de observação, helicóptero e viaturas, além de pontos de bloqueio e revista ao longo dos acessos à orla.
No balanço parcial, foram seis pessoas presas, dois adolescentes apreendidos, 185 objetos perfurocortantes recolhidos, uma motocicleta roubada recuperada e seis tabletes de maconha apreendidos.
O secretário da Polícia Civil, Delmir Gouvea, destacou a baixa incidência de furtos e roubos de celulares, que, segundo ele, está entre os menores já registrados em eventos do tipo. Foram 66 casos, número inferior aos mais de 200 ocorridos em outras grandes apresentações. Ele atribuiu o resultado à atuação da Operação Rastreio.
Já o secretário da Polícia Militar, Silvyo Guerra, ressaltou a importância dos pórticos de controle e afirmou que os materiais apreendidos evitaram problemas durante o evento. Ele também mencionou a localização de um adolescente perdido com apoio do sistema de reconhecimento facial, que foi devolvido à família, e disse que houve prisões relacionadas ao tráfico e uso de drogas no pós-show.
De acordo com a Secretaria de Ordem Pública foram três dias de retirada de materiais enterrados na areia, mais de mil garrafas de vidro apreendidas, cerca de 2 mil itens irregulares, além de botijões, simulacros de armas e 35 facas recolhidas. Também houve a prisão de um homem que vendia ingressos falsos para uma área VIP do evento.










