Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Mundo
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Esportes
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Estado
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio
Política
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio
Conta de luz terá cobrança extra em maio com ativação da bandeira amarela, diz Aneel
Destaque
Conta de luz terá cobrança extra em maio com ativação da bandeira amarela, diz Aneel
Vídeo: Balão cai no mar em Copacabana e provoca correria na praia
Rio de Janeiro
Vídeo: Balão cai no mar em Copacabana e provoca correria na praia
Palestinos votam em eleição municipal inédita em meio à conflitos
Mundo
Palestinos votam em eleição municipal inédita em meio à conflitos

Pesquisadores confirmam que dinossauros viveram na Amazônia

Mais de dez pegadas foram identificadas na Bacia do Tacutu

Siga-nos no

Reprodução

A presença de dinossauros no Brasil já é conhecida, mas faltavam evidências sobre a passagem pela Amazônia. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima confirmaram a existência de pegadas com mais de 103 milhões de anos. A descoberta amplia o entendimento sobre o passado geológico da região.

Mais de dez marcas da era jurássico-cretácea foram encontradas na Bacia do Tacutu, em Bonfim, no norte de Roraima. As pegadas indicam grupos como raptores, ornitópodes herbívoros e xireóforos, que possuem armadura óssea. Ainda não é possível determinar exatamente quais espécies passaram pelo local.

A Amazônia costuma apresentar poucas descobertas fósseis devido ao desgaste das rochas ao longo do tempo. Esse processo de intemperização dificulta a preservação de materiais, que só se mantêm quando soterrados. Segundo o pesquisador Lucas Barros, o vale úmido do Tacutu favoreceu a conservação das marcas.

Uma pequena área de cerrado na região também contribuiu para o achado, permitindo o afloramento das rochas. Isso facilita a identificação não só de pegadas, mas de fósseis vegetais e invertebrados. A análise foi feita por fotogrametria, técnica que cria modelos 3D detalhados das impressões.

As pegadas foram encontradas em 2014, mas só tiveram estudo aprofundado a partir de 2021, com novos equipamentos e especialistas. Agora, os pesquisadores estimam que centenas de registros estejam espalhados pelo Tacutu. O avanço depende do acesso a áreas privadas, onde moradores temem impactos sobre suas terras.