A Polícia Federal apreendeu uma planilha atribuída ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, que apontaria a distribuição de cargos e espaços administrativos do governo do estado entre parlamentares aliados. O material foi recolhido no gabinete da presidência da Casa e integra investigação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo reportagem da Revista Veja, o documento relaciona cargos já ocupados, áreas de influência e novos pleitos atribuídos a deputados estaduais.
Entre os nomes citados na planilha estão:
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Célia Jordão, com pedido de posto avançado de Turismo em Angra dos Reis;
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Carlinhos BNH, com controle de unidades do Detran e da Faetec em Queimados, além de espaços na Fundação Leão XIII em Japeri e Nova Iguaçu e no programa Segurança Presente;
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Guilherme Delaroli, com solicitação de 15 cargos na Alerj e comando do Detran e da Faetec em Itaboraí e Rio Bonito;
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Thiago Rangel, com pedidos de postos no Detran e no Detro em Campos, cargos na Fundação para a Infância e Adolescência e 15 vagas na Alerj;
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Julio Rocha, com indicações envolvendo Iterj, Detran em Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, além de espaços na Fundação Leão XIII e na Faetec;
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Rodrigo Amorim, com três vagas no Detran da capital, cargos na Operação Segurança Presente e na Lei Seca, além de pedidos para “compensar o Ceperj”;
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Arthur Monteiro, com controle do Poupa Tempo em Duque de Caxias e postos na Fundação Leão XIII, Faetec, Detran e Ciretran;
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Deodalto, com indicações na Segurança Presente em Paracambi e Japeri, além da Fundação Leão XIII;
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Douglas Rua, com cargos na Faetec e no Detran de São Gonçalo e demandas por obras no município;
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Filipinho Reis, com vagas nas áreas de Cultura, Detran, Fundação Leão XIII e Faetec em Nova Iguaçu;
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Jorge Felipe Neto, com indicações no Iterj, Detran em Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, Fundação Leão XIII e Faetec;
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Tia Ju, com pedidos de vagas na Secretaria de Direitos Humanos e controle do Detran e da Fundação Leão XIII na capital.
O relatório foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes e classificado como sensível por relacionar indicações administrativas a alinhamento político. Um dos pontos destacados pela investigação é a menção à necessidade de compensação ligada à Fundação Ceperj, alvo de apurações anteriores.
A defesa de Rodrigo Bacellar sustenta que não há qualquer prova de irregularidade ou participação do parlamentar em ilícitos. A investigação segue em fase preliminar e, até o momento, não há denúncia formal contra os citados.






