A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Centelha, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro oriundo do jogo do bicho. O esquema acontece por meio de uma rede de postos de combustíveis e empresas registradas em nome de terceiros. Durante a ação, dois veículos blindados foram apreendidos.
A operação tem como um dos focos a família de Rogério Andrade, apontado como figura central no esquema do jogo do bicho e que já se encontra preso sob suspeita de ter mandado matar o rival Fernando Iggnácio. Ele não é alvo de mandado nesta fase da investigação.
Ao todo, a Justiça expediu 16 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens pertencentes aos investigados.
As ordens judiciais são cumpridas em diferentes endereços no Rio de Janeiro, incluindo Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo, além de imóveis em Mangaratiba, na Costa Verde. A operação conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).
Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar. O bloqueio judicial atinge imóveis, veículos de luxo, participações societárias e ao menos 16 embarcações, além de bens registrados em nome de supostos laranjas.
Segundo as investigações, o grupo teria estruturado um conglomerado econômico formado por postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de administração patrimonial, com atuação organizada e divisão de funções. Esse arranjo seria utilizado para ocultar patrimônio e viabilizar práticas de sonegação fiscal.
Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e participação em organização criminosa, além de outras infrações que possam ser identificadas ao longo do inquérito.










