A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias da morte de Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, de apenas 1 ano e seis meses, ocorrida na noite da última quinta-feira (16) na UPA do Cocotá, na Ilha do Governador. A família da criança acusa a unidade de negligência e imperícia no atendimento, que teria durado cerca de três horas antes do óbito.
De acordo com familiares, a menina deu entrada na unidade com queixas de dificuldade para se alimentar e dores na gengiva. O pai, Andrey Lahyre, afirmou em desabafo nas redes sociais que a filha estava bem e brincando pouco antes de ser levada ao posto, onde teria recebido uma classificação de baixo risco.
Pontos Centrais da Investigação
A 37ª DP (Ilha do Governador) instaurou um inquérito para apurar o caso. O advogado da família, Luciano Emerenciano, relatou que a suspeita é de homicídio por negligência ou imperícia. De acordo com as primeiras informações, o resultado preliminar do Instituto Médico Legal foi inconclusivo, pois faltariam documentos que deveriam ter sido enviados pela UPA.
A Fundação Saúde, gestora da unidade, informou que abriu uma sindicância interna para avaliar todos os procedimentos, exames e medicações aplicados à paciente.
O falecimento gerou forte comoção e revolta na Zona Norte. Na noite de sexta-feira (17), familiares e amigos realizaram um protesto pacífico em frente à UPA do Cocotá, pedindo justiça e celeridade nas investigações.
O sepultamento da pequena Aylla foi realizado na tarde deste sábado (18), no Cemitério do Cacuia, também na Ilha do Governador, sob forte clima de luto e pedidos por respostas das autoridades de saúde.






