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Polícia procura homem acusado de planejar com a namorada a execução do sogro

Filha da vítima foi presa por ajudar a armar emboscada motivada por disputa de terreno; genro fugiu após o crime.

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A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) tenta localizar Gilberto Mendes Júnior, o “Júnior”, de 28 anos. Ele é acusado de arquitetar, junto com a companheira Maria Clara dos Santos Barcelos, o assassinato do pai dela, Leonardo Martins Barcelos. O crime ocorreu em 28 de março na Rua Conde de Pais Leme, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio. Maria Clara já foi capturada na última terça-feira (26) por agentes da DHC, que cumpriram um mandado de prisão temporária no supermercado onde ela trabalhava, em Bangu. Para acelerar as buscas por Júnior, o Disque Denúncia (2253-1177) espalhou um cartaz com a foto do foragido.

As investigações da Polícia Civil revelam que o homicídio foi motivado por severas desavenças familiares. Leonardo havia cedido um terreno para a filha e o genro morarem, mas ameaçava retomar o lote e a casa construída pelo casal. A relação piorou drasticamente após Júnior e Maria Clara culparem a vítima pela morte do cachorro de estimação deles. A tese de que o crime foi planejado em conjunto ganhou força após os policiais interceptarem uma mensagem de áudio enviada por Maria Clara à própria avó, na qual ela declarava explicitamente que “só conseguiria ficar em paz com a morte do pai”.

Execução na presença de criança de 8 anos

No dia do assassinato, Gilberto Júnior foi visto entrando na residência do sogro. Minutos depois, vizinhos escutaram os disparos de arma de fogo e flagraram o acusado fugindo do local. O crime foi cometido de forma cruel na presença da filha caçula da vítima, uma criança de apenas 8 anos que estava no imóvel.

Depoimentos de testemunhas anexados ao inquérito policial apontam que o casal demonstrou um comportamento de extrema frieza e indiferença ao receber a notícia oficial da morte de Leonardo. Contra Júnior, há um mandado de prisão temporária em aberto expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital pelo crime de homicídio qualificado — considerado hediondo e praticado por motivo fútil.