A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta localizar o motociclista que ateou fogo em um posto de combustíveis na Freguesia, Zona Oeste da capital. O crime ocorreu na tarde desta terça-feira, no cruzamento da Avenida Geremário Dantas com a Estrada dos Três Rios. A principal linha de investigação aponta que a motivação foi uma briga por insatisfação com o serviço.
Imagens de câmeras de segurança e vídeos que circulam nas redes sociais registraram toda a ação. As gravações mostram o momento em que um frentista abastece um galão portátil levado pelo cliente, que usava um capacete preto. Logo após o abastecimento, o homem caminha em direção à loja de conveniência do estabelecimento, espalha a gasolina pelo chão e inicia o incêndio utilizando um isqueiro.
O fogo se alastrou rapidamente pela pista de abastecimento. No momento do impacto inicial, as chamas atingiram os sapatos e parte da calça do próprio incendiário. O vídeo mostra o homem fazendo movimentos rápidos para apagar o fogo em seu corpo antes de fugir do local de moto. Nas imagens, o rosto do suspeito aparece de forma nítida.
Funcionários do posto agiram rápido utilizando extintores de incêndio para conter o avanço do fogo nas bombas. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 16h10, e militares do quartel da Barra da Tijuca foram deslocados para o endereço. O combate ao fogo foi encerrado às 16h40, e as autoridades confirmaram que não houve feridos.
Apesar de o estabelecimento não ter feito o registro formal de imediato, a 41ª DP (Tanque) abriu um inquérito policial de ofício após tomar conhecimento das imagens.
— Já iniciamos as diligências e há um suspeito, ainda pendente de confirmação. A princípio, a motivação foi uma reclamação sobre a qualidade do combustível — afirmou o delegado titular da unidade, Ricardo Barboza.
Provocar incêndio que exponha a risco a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros é crime previsto no Artigo 250 do Código Penal Brasileiro. A pena prevista é de reclusão de três a seis anos, além de multa.
Como o ataque foi desferido contra um depósito de combustíveis — o que aumenta o potencial de risco e destruição —, a legislação prevê um aumento de um terço da pena em caso de condenação. Se a polícia comprovar que o ato foi culposo (sem intenção), a pena cai para detenção de seis meses a dois anos.










