Projetado pelo arquiteto Lúcio Costa na década de 1950, o edifício do Jockey Club Brasileiro, no Centro do Rio, voltou ao centro das discussões após ser incorporado ao patrimônio da Prefeitura. Localizado na Avenida Almirante Barroso, o prédio é considerado um marco da arquitetura moderna no país.
Com 17 andares e ocupando uma quadra inteira, o imóvel reúne características do conceito de “edifício-cidade”, integrando diferentes funções em um único espaço. Além da imponência, o prédio tem importância histórica no contexto do urbanismo carioca do pós-guerra.
A transferência do imóvel ocorreu em março deste ano, como parte de um acordo para quitar dívidas tributárias do Jockey Club com o município. Avaliado em cerca de R$ 210 milhões, o edifício foi utilizado para abater um débito bilionário de ISS, o que gerou questionamentos sobre os critérios de avaliação adotados. Apesar disso, a operação foi validada pela Justiça.
Com a mudança de titularidade, a Prefeitura do Rio já analisa possíveis destinos para o espaço. Entre as alternativas estudadas está a instalação de uma sede permanente do bloco internacional BRICS, além do uso por órgãos públicos e projetos voltados à revitalização da região central da cidade.
A localização estratégica do prédio, próxima a importantes áreas administrativas e financeiras, é vista como um dos principais atrativos para sua futura utilização.






