O aumento da circulação de helicópteros no Rio de Janeiro tem sido acompanhado por um crescimento expressivo no número de ocorrências envolvendo esse tipo de aeronave. Dados do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) mostram que o estado concentrou, em 2025, 71% dos incidentes registrados no país.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo, foram 142 ocorrências no território fluminense no ano passado — uma a cada três dias. No mesmo período, São Paulo, que possui a maior frota de helicópteros do Brasil, registrou apenas 11 casos. Em 2026, o cenário se mantém: até agora, o Rio soma 61 incidentes, contra seis em São Paulo.
As ocorrências incluem falhas técnicas, colisões com aves, incursões em pista e quedas. Especialistas apontam que o crescimento das operações aéreas exige reforço no monitoramento e na fiscalização.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a frota de helicópteros registrada no estado passou de 247 aeronaves, em 2023, para 319 atualmente. O Aeroporto de Jacarepaguá lidera a movimentação nacional, com 7.903 pousos e decolagens registrados em maio.
Entre as medidas defendidas por especialistas estão a ampliação do uso obrigatório do transponder — equipamento que transmite informações da aeronave aos radares — e o fortalecimento da fiscalização sobre o cumprimento dos protocolos de voo. Também é discutida a possibilidade de ampliar a atuação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) em áreas de grande concentração de helicópteros, nos moldes do sistema adotado em São Paulo.










