O Estado do Rio de Janeiro alcançou uma marca histórica na segurança pública. Entre janeiro e maio de 2026, o território fluminense registrou o menor número de roubos de rua dos últimos 21 anos. Os dados oficiais foram divulgados nesta quarta-feira, 17 de junho, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
O indicador em queda reúne os crimes de roubo a transeuntes, roubo de aparelhos celulares e roubo em transportes coletivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as delegacias da Polícia Civil contabilizaram 20.877 casos. O número representa uma expressiva redução de 19,7% na comparação direta com o mesmo período de 2025. Trata-se do menor acumulado acumulado para esses meses desde o ano de 2005.
Isolando apenas o mês de maio, o estado computou 4.177 roubos de rua, o que equivale a uma redução de 13,3% em relação a maio do ano anterior. O dado também consolida o menor total para o mês desde 2020.
Na análise regional, o município de Niterói se destacou negativamente para a criminalidade, obtendo a maior redução do estado no acumulado do ano. Foram 276 ocorrências a menos, gerando uma queda de 44,8%. Na outra ponta, a cidade de Magé registrou o maior aumento, saltando de 104 casos em 2025 para 136 em 2026.
Outros crimes patrimoniais apresentaram comportamento oscilante. O roubo de carga subiu 20,9% no acumulado (1.576 casos), mas despencou 24,1% em maio. Com apenas 198 registros no mês, este foi o menor número para maio desde 1999. Já os roubos de veículos subiram 23% de janeiro a maio (12.104 casos), embora o índice tenha caído 29,5% na transição de abril para maio. Regionalmente, a área de Belford Roxo teve a maior melhora no roubo de carros, enquanto Madureira registrou a maior alta.
Os crimes contra a vida também acompanharam a tendência de queda. A letalidade violenta — que engloba homicídio doloso, latrocínio, lesão seguida de morte, feminicídio e mortes por intervenção policial — recuou 10,2% no acumulado. Foram 1.528 vítimas nos cinco primeiros meses, o menor índice desde 1991. Os homicídios dolosos caíram 9,6%, as mortes por agentes do Estado recuaram 11,7% e os feminicídios tiveram cinco casos a menos.
Essa redução nos índices criminais coincide com o aumento da produtividade das polícias. De janeiro a maio, as forças de segurança apreenderam 2.855 armas de fogo, uma alta de 12,9%. Desse total, 384 eram fuzis, um aumento de 20% que representa a média de um fuzil retirado das ruas a cada 9 horas.
Além disso, houve a recuperação de 8.906 veículos roubados e mais de 11 mil apreensões de drogas. No período, o trabalho policial resultou no cumprimento de 5.350 mandados de prisão e em 18.978 prisões em flagrante, gerando uma média expressiva de 126 criminosos retirados das ruas por dia no Rio de Janeiro.










