O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro comunicou oficialmente à Prefeitura do Rio, à Secretaria Municipal de Transportes, ao Rio Ônibus, aos consórcios operadores do transporte coletivo (InterSul, InterNorte, TransCarioca e Santa Cruz) e ao Ministério Público do Trabalho a decisão da categoria de iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite do dia 29 de junho.
A paralisação foi aprovada em assembleia geral realizada no último dia 11 de junho. O comunicado foi enviado dentro do prazo legal de 72 horas exigido para atividades consideradas essenciais.
Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, a decisão ocorre após o fracasso das negociações salariais com o setor patronal. De acordo com ele, desde a última proposta apresentada pelo Rio Ônibus, não houve novos contatos entre as partes.
A oferta das empresas prevê reajuste de 4,39%, percentual equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado até abril deste ano. Com a correção, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de veículos articulados da categoria E teriam remuneração elevada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
O sindicato considera a proposta insuficiente diante das condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais. A entidade argumenta que os motoristas cumprem jornadas extensas, muitas vezes superiores a 14 horas diárias, além de estarem expostos à violência urbana, incluindo casos de agressões e sequestros.
Para o dia 28 de junho, às 18h, está marcada uma nova assembleia na sede social do sindicato, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, para ratificar a decisão da categoria.
Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão a mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais condutores, fim dos contratos temporários e contratação via CLT para profissionais do BRT, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no regime 5×2, manutenção do passe livre, pagamento de indenização referente ao intervalo de almoço e oferta de planos de saúde e odontológico.
O sindicato afirma que permanece aberto ao diálogo e espera um acordo que evite prejuízos à população que depende diariamente do transporte público na capital fluminense.










