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Complexo foi erguido durante a pandemia de Covid-19 ao custo aproximado de R$ 50 milhões

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O que deveria ser um equipamento de saúde para salvar vidas tornou-se palco de lazer irregular para quem deveria guardá-lo. Imagens exclusivas revelam que seguranças terceirizados transformaram o Hospital de Campanha de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em um espaço para festas, churrascos e banhos de piscina improvisados durante o horário de expediente.

O complexo, erguido durante a pandemia de Covid-19 ao custo aproximado de R$ 50 milhões, hoje apresenta sinais de abandono, com ambulâncias paradas e equipamentos públicos expostos ao tempo.

Farra com Dinheiro Público

Os vídeos, gravados em diferentes datas — incluindo janeiro e o final de março deste ano —, mostram o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos dentro da área hospitalar. Em um dos registros mais graves, um dos vigilantes utiliza um gerador de energia como trampolim para saltar dentro de uma caixa d’água instalada no pátio.

“É um absurdo. Usam o espaço indevidamente enquanto o dinheiro público é jogado fora”, denunciou um ex-funcionário em entrevista anônima à TV Globo. Segundo o relato, ao menos quatro funcionários participavam regularmente das confraternizações nas tendas que ainda abrigam materiais de assistência à saúde.

Abandono e Desperdício

A denúncia traz à tona o estado crítico da estrutura modular, localizada atrás do Hospital Estadual Ricardo Cruz. Além do uso recreativo por parte dos seguranças, a unidade sofre com a falta de manutenção. Equipamentos caros e veículos de socorro permanecem a céu aberto, sem destino útil aparente, enquanto a segurança privada do local ignorava as normas de conduta profissional.

Providências

A empresa responsável pela vigilância terceirizada informou que os funcionários identificados nas imagens já foram desligados. A Secretaria de Estado de Saúde, responsável pela unidade, ainda não detalhou qual será o destino dos equipamentos e da estrutura que permanece ociosa no terreno.