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Show de Shakira em Copacabana deve movimentar R$ 800 milhões no Rio

O valor deve superar Madonna e Lady Gaga

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reprodução

O show gratuito da cantora Shakira, marcado para o próximo sábado (2), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, deve provocar um impacto econômico expressivo na cidade. A estimativa é de até R$ 800 milhões em movimentação financeira, o maior valor já registrado na série de megashows Todo Mundo no Rio, iniciada em 2024.

O cálculo consta de um estudo elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Riotur.  A projeção considera despesas com hospedagem, alimentação, transporte e comércio, além da expectativa de público, estimada em cerca de 2 milhões de pessoas.

De acordo com o levantamento, o impacto previsto para o evento é de R$ 776,2 milhões, superando os resultados das edições anteriores. Em 2024, o show de Madonna movimentou R$ 469 milhões, enquanto, em 2025, a apresentação de Lady Gaga gerou R$ 592 milhões.

O aumento é atribuído principalmente à elevação do gasto médio por pessoa, corrigido pela inflação, e ao maior tempo de permanência dos turistas na cidade. Visitantes estrangeiros devem gastar, em média, R$ 626,40 por dia, enquanto turistas brasileiros devem desembolsar cerca de R$ 547,30 diários. Já os moradores locais têm um gasto estimado em R$ 141,75 por dia.

A permanência também influencia o resultado: turistas internacionais devem ficar cerca de quatro dias no Rio, enquanto os nacionais devem permanecer por três dias, ampliando a circulação de recursos durante o período.

A estrutura do evento também gera impacto direto no mercado de trabalho. Segundo o sócio da produtora Bonus Track, Luiz Guilherme Niemeyer, aproximadamente 4 mil pessoas estão envolvidas na montagem.

Além do turismo, o evento impulsiona pequenos empreendedores. A empresária Jaqueline Santos Cascardo Dantas relata aumento na produção e nas vendas de produtos relacionados ao show. Nas últimas semanas, foram confeccionadas mais de 500 camisetas, e a expectativa é de crescimento de até 30% nas vendas.

“Tem sido bem importante esse tipo de evento, porque ele tem dado movimento de pessoas de outros estados e ajudado pequenos produtores também”, disse.

Estratégia de desenvolvimento da cidade

Para a prefeitura, os megashows fazem parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico baseada em grandes eventos. O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que iniciativas desse porte ampliam oportunidades e fortalecem setores-chave da economia.

“Para os cariocas, isso significa mais oportunidade. É o setor de serviços, restaurantes, hotel, eventos. É muito intenso na geração de empregos”, disse.

Ele também destacou o posicionamento internacional do Rio. “Se consolidou como um dos grandes eventos do mundo, um palco onde os grandes artistas querem se apresentar.”

A diretora de marketing da Corona, Mariana Dedivitis, reforçou o alcance nacional do projeto. “A gente traz gente do Brasil inteiro para viver experiências que são de um feriado todo, e não só do momento do show.”

Turistas puxam os maiores gastos

Segundo o estudo, cerca de 15,5% do público será composto por turistas, sendo 13,9% brasileiros e 1,6% estrangeiros. Apesar de representarem uma parcela menor do público total, esses visitantes concentram os maiores gastos, especialmente em hospedagem e alimentação, contribuindo de forma significativa para o impacto econômico geral.