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Trump sobe tom das ameaças ao Irã: ‘Uma civilização inteira morrerá esta noite’

Prazo dado pelos EUA para o Irã reabrir Estreito de Ormuz espira nesta terça-feira às 21h

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Reprodução

A poucas horas do fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para a reabertura do estreito de Ormuz, o presidente Donald Trump intensificou o tom e fez uma das declarações mais duras desde o início da crise no Oriente Médio. Em publicação nesta terça-feira (7), ele afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, elevando o nível de alerta internacional.

A mensagem foi divulgada na rede Truth Social e veio acompanhada de críticas ao governo iraniano. Trump indicou que o desfecho pode ser iminente, apesar de dizer não desejar esse cenário.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.

A fala ocorre horas antes do prazo final, fixado para as 21h no horário de Brasília, para que Teerã permita novamente a circulação no estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás.

Escalada retórica e ameaça direta

A declaração desta terça não foi um episódio isolado. Na véspera, Trump já havia adotado tom semelhante ao comentar o resgate de pilotos estadunidenses após a queda de um caça em território iraniano.

Na ocasião, afirmou que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”, reforçando a pressão sobre o governo iraniano e ampliando o temor de uma ação militar de grandes proporções.

O endurecimento do discurso ocorre em meio à estagnação das negociações diplomáticas e ao aumento das hostilidades na região.

Irã mobiliza população e descarta recuo

Do lado iraniano, os sinais são de resistência. Pouco antes da nova declaração de Trump, autoridades do país passaram a convocar a população para proteger infraestruturas estratégicas, especialmente usinas de energia, que estão entre os possíveis alvos de ataques.

A televisão estatal iraniana divulgou um apelo para a formação de correntes humanas ao redor dessas instalações. A convocação foi feita por Alireza Rahimi, identificado como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes.

“As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.

A mobilização inclui “todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores”, em um esforço que remete a episódios anteriores de tensão com o Ocidente, quando civis foram chamados a proteger instalações nucleares.

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também reforçou o discurso de resistência e afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a defender o país.

“Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”.

Segundo ele, o número corresponde aos cidadãos que responderam a campanhas oficiais de mobilização. O país tem uma população superior a 90 milhões de habitantes.

Clima de tensão e medo em Teerã

Enquanto autoridades adotam discursos firmes, o clima entre a população é de apreensão. Relatos indicam preocupação crescente com possíveis ataques à infraestrutura e até com interrupções no fornecimento de energia.

“Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse um jovem em Teerã, sob condição de anonimato, ao comentar o cenário de incerteza.

A percepção é de que o país enfrenta uma situação cada vez mais delicada, com risco de agravamento nas próximas horas.

Negociações travadas e impasse diplomático

No campo diplomático, as tentativas de cessar-fogo não avançaram. Um plano mediado pelo Paquistão chegou a ser apresentado, prevendo uma trégua imediata seguida de negociações para um acordo mais amplo em um prazo de 15 a 20 dias.

A proposta poderia viabilizar a reabertura do estreito de Ormuz, mas foi rejeitada pelo Irã. O governo de Teerã apresentou uma contraproposta, defendendo o fim definitivo do conflito, em vez de uma pausa temporária.

Segundo autoridades iranianas, uma trégua provisória poderia permitir que adversários se reorganizassem para novos ataques, o que motivou a rejeição do plano.

Trump chegou a elogiar a iniciativa iraniana, mas afirmou que ela ainda não atende às expectativas dos Estados Unidos.

Com o impasse mantido e o prazo se aproximando do fim, o cenário aponta para uma possível escalada do conflito, com impactos que podem ultrapassar a região e atingir diretamente a economia global.