Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Comando de Operações Especiais da PM tem nova sede e corporação ganha mais 100 veículos
Estado
Comando de Operações Especiais da PM tem nova sede e corporação ganha mais 100 veículos
Monumento a Betinho sofre 6º ataque em menos de dois anos
Rio de Janeiro
Monumento a Betinho sofre 6º ataque em menos de dois anos
Pilotos morrem após avião colidir com veículo em aeroporto de Nova York
Mundo
Pilotos morrem após avião colidir com veículo em aeroporto de Nova York
Drone sobrevoam base aérea nos EUA e paralisam atividades por 6 dias
Mundo
Drone sobrevoam base aérea nos EUA e paralisam atividades por 6 dias
Receita Federal começa a receber declarações do Imposto de Renda
Brasil
Receita Federal começa a receber declarações do Imposto de Renda
Novo prefeito anuncia sistema integrado de transporte para a Zona Oeste
Destaque
Novo prefeito anuncia sistema integrado de transporte para a Zona Oeste
Começa hoje julgamento do caso Henry Borel
Rio de Janeiro
Começa hoje julgamento do caso Henry Borel

Comissão Especial debate aluguéis de curta temporada com administradores de condomínios

O objetivo foi debater os desafios gerados por esta modalidade de aluguel, como os conflitos entre os vizinhos e os hóspedes

Siga-nos no

Foto: Reprodução / CMRJ

A Comissão Especial da Câmara Municipal do Rio, criada para discutir políticas públicas sobre o aluguel de imóveis por curtos períodos em plataformas digitais como Airbnb e Booking, realizou nesta segunda-feira (1º) uma reunião com administradores de condomínios. O encontro foi conduzido pelo vereador Salvino Oliveira (PSD), presidente do colegiado, e teve como foco os conflitos gerados entre moradores e hóspedes, cada vez mais frequentes na cidade.

Para Anna Carolina Chazan, que administra 90 condomínios, a ausência de regulamentação amplia os problemas. Ela citou o caso de um prédio em Copacabana com 22 apartamentos alugados simultaneamente, reunindo cerca de 40 hóspedes.

“Isso gera grande desgaste na segurança e eleva os custos dos condomínios que não praticam a atividade”, afirmou. Apesar disso, considera que a prática veio para ficar e que cabe às assembleias deliberar sobre eventuais restrições.

O advogado André Luiz Junqueira, que assessora 120 imobiliárias, lembrou que a locação de curta temporada existe há décadas, mas ganhou nova dimensão com as plataformas digitais. “Antes, era restrita a períodos como Carnaval e Réveillon. Hoje acontece o ano inteiro, com diferentes objetivos”, explicou. Ele defendeu que a prática seja enquadrada como meio de hospedagem na Política Nacional de Turismo e que os proprietários tenham que obter alvará para exercer a atividade.

Dos 28 condomínios da administradora Geisa Kaufman, apenas um conseguiu proibir o aluguel de curta temporada. “Muito mais difícil do que conseguir o dinheiro para os custos é conseguir o quórum nas assembleias. Muitos proprietários têm receio de serem ameaçados pelo fato de não quererem o aluguel de curta temporada em seus prédios”, ressaltou. Ela ainda revelou que os custos dos condomínios chegam a crescer mais de 50%, principalmente naqueles que optam por contratar segurança armada.

“Do jeito que está hoje é realmente um desafio proibir as locações. Não vamos avançar nas regras de boa convivência sem uma regulamentação”, destacou o presidente do colegiado. Já o relator da comissão, vereador Deangeles Percy (PSD), também defendeu a necessidade de regulamentação, mas que ela seja boa para os dois lados. “Precisamos chegar a um meio termo. Tenho certeza que será bom para a cidade do Rio”, concluiu o parlamentar.