A Polícia Civil prendeu, no último sábado (9), a madrasta de Myrella Freire Venceslau, de 12 anos, pelo assassinato da adolescente em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O crime, ocorrido na residência da família em Vila Rosali, chocou a comunidade local pela brutalidade. Myrella não resistiu aos ferimentos e faleceu na última sexta-feira (8).
Inicialmente, o caso era tratado como uma possível invasão de domicílio seguida de abuso sexual. No entanto, o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) foi decisivo para mudar o rumo das apurações: o documento confirmou que Myrella morreu em decorrência de múltiplos traumas por espancamento e descartou qualquer sinal de violência sexual.
Com base nos dados técnicos, agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizaram novos interrogatórios. A madrasta — cujo nome não foi oficialmente divulgado — alegou à polícia que estava em uma entrevista de emprego no momento das agressões e que teria deixado a enteada sob os cuidados do irmão caçula.
A versão, contudo, foi rapidamente desmontada pelos investigadores. Segundo a DHBF, as provas colhidas mostraram que a mulher estava no imóvel no horário do crime e que o álibi apresentado era “incompatível com os elementos apurados”. Diante das evidências, a Justiça expediu o mandado de prisão temporária.
No dia do ocorrido, a mãe biológica de Myrella estava trabalhando. Ao retornar, encontrou apenas o filho menor e notou a ausência da adolescente. Após buscas desesperadas, familiares localizaram a jovem ferida nos fundos da casa.
De acordo com a Prefeitura de São João de Meriti, Myrella deu entrada no Hospital Municipal às 17h20 de quinta-feira, levada por parentes. Em nota, a unidade de saúde informou que a paciente “apresentava múltiplos traumas e já chegou à unidade em óbito”.
O corpo de Myrella Freire Venceslau será sepultado nesta segunda-feira (11), no Cemitério de Vila Rosali, em São João de Meriti. A polícia segue investigando a motivação do crime e se houve a participação de outras pessoas na tentativa de ocultar as agressões.










