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Megaoperação contra o Comando Vermelho usou tecnologia para rastrear chefes e células criminosas

Softwares como IBM i2, VIGIA e AUDIT ajudaram polícia e Ministério Público a mapear redes de tráfico e reduzir riscos em mandados

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Reprodução

A Megaoperação Contenção, deflagrada nesta semana contra o Comando Vermelho (CV), contou com o uso intensivo de tecnologia para identificar líderes da facção e monitorar grupos armados em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Relatórios anexados ao processo indicam que a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) utilizaram sistemas como IBM i2, VIGIA e AUDIT para cruzar informações de celulares, redes sociais e registros de internet.

A análise possibilitou mapear conversas em aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram, localizar movimentações suspeitas em tempo real e identificar conexões entre chefes presos e integrantes ainda ativos nas comunidades. O IBM i2 foi usado para criar diagramas de vínculos e monitorar grupos com nomes como “Tropa do Edgar” e “Ph os cria”, ligados a traficantes do Complexo da Penha. Já os sistemas VIGIA e AUDIT permitiram interceptações legais de comunicações e rastreamento de celulares por sinais de antenas.

Segundo o Gaeco/MPRJ, a tecnologia foi determinante para revelar a estrutura hierárquica do CV, o funcionamento interno da facção e a forma como ordens eram repassadas a diferentes núcleos regionais. As informações também ajudaram a reduzir riscos durante o cumprimento de mandados, indicando rotas e possíveis pontos de confronto.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público detalhou o organograma da facção, descrevendo funções específicas de cada integrante. Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, é apontado como principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades como Gardênia Azul, Cesar Maia, Juramento, Quitungo e Alemão. Doca segue foragido após a operação. Mensagens interceptadas revelaram práticas de tortura, organização de bailes funk e punições aplicadas a quem desobedecesse ordens. Em um caso, um morador identificado como Aldenir Martins do Monte Junior foi arrastado pelas ruas algemado e amordaçado, obrigado a delatar integrantes de quadrilha rival, e a polícia acredita que ele esteja morto.

A investigação mostra que, além das prisões e mortes ocorridas durante a megaoperação, a integração entre tecnologia e análise de dados foi essencial para o planejamento e execução da ação policial, reforçando o uso de ferramentas digitais no combate ao crime organizado e demonstrando a importância de softwares avançados na segurança pública do Rio de Janeiro.