O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, de acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde. Outros dois registros seguem em investigação. Em 20 de fevereiro, o país tinha 48 confirmações — o que indica um crescimento significativo em poucos dias.
Apesar da alta recente, não houve mortes neste ano. Segundo o ministério, a maior parte dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados.
Em 2025, foram registrados 1.079 casos e duas mortes. No mesmo período do ano passado, o Brasil somava 215 ocorrências.
São Paulo lidera o número de infecções em 2026, com 62 casos confirmados. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 15; Rondônia, com 4; Minas Gerais, com 3; Rio Grande do Sul, com 2; além de Distrito Federal e Paraná, com um caso cada.
Números divergentes
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) mostram que, em 2026, até 24 de fevereiro, dos 51 casos notificados de Mpox, 11 foram confirmados em todo o estado, e não há óbitos. Em 2025, no mesmo período, foram confirmados 16 casos e, em 2024, 92 casos.
Em 2025, houve 492 notificações e 117 confirmações da doença, ao longo de todo o ano, sem óbitos. Já em 2024, foram notificados 1.057 casos, dos quais 328 foram confirmados, ao longo de todo o ano, e também não houve óbitos.
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões de pele, secreções, gotículas respiratórias ou objetos contaminados. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, ínguas e lesões cutâneas. Na maioria das vezes, a evolução é leve, mas pessoas imunossuprimidas podem ter maior risco de complicações.










