Um dos espaços verdes mais tradicionais da capital fluminense poderá receber o título de patrimônio cultural e imaterial do estado. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, nesta terça-feira (10), em primeira discussão, o projeto de lei que concede o reconhecimento ao Parque Lage, localizado no bairro do Jardim Botânico.
A proposta é de autoria da deputada Verônica Lima e busca valorizar a relevância histórica, cultural e ambiental do espaço, que ao longo dos anos se consolidou como um dos principais pontos de lazer e cultura da cidade.
A área tem origem no período colonial, quando abrigava um engenho de açúcar pertencente a Antônio Salema. No século XIX, o terreno passou por transformações paisagísticas e, em 1859, tornou-se propriedade da família Lage, que deu nome ao parque.
Décadas depois, o empresário Henrique Lage promoveu mudanças marcantes no local, incluindo a construção de um palacete inspirado na arquitetura italiana e a reformulação dos jardins. As intervenções foram influenciadas pela relação do empresário com a cantora lírica italiana Gabriela Besanzoni.
Com o passar do tempo, o parque ganhou destaque como espaço cultural e ambiental. Em 1957, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Desde a década de 1970, o espaço também abriga a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, voltada à formação artística.
Atualmente, o parque também integra a área do Parque Nacional da Tijuca. O projeto ainda precisa passar por uma segunda votação no plenário da Alerj antes de seguir para análise do governo estadual.






