O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou a morte de seu chefe, Ali Larijani, após Israel afirmar que teria matado em um ataque aéreo em Teerã.
‘As almas puras dos mártires acolheram a alma purificada do justo servo de Deus, o mártir Dr. Ali Larijani’, afirma o conselho, acrescentando que seu filho e seus guarda-costas morreram com ele. (…) Após uma vida inteira de luta pelo progresso do Irã e da Revolução Islâmica, ele finalmente alcançou sua aspiração de longa data, atendeu ao chamado divino e honrosamente conquistou a doce graça do martírio na linha de frente do serviço’.
O Exército Israelense afirmou que Larijani era o ‘líder efetivo do regime iraniano’, desde a morte do líder supremo Ali Khamenei, no final de fevereiro.
De acordo com veículos de comunicação de Israel, Larijani teria sido alvo de um ataque ao lado de seu filho em um apartamento que servia como esconderijo. Desde a madrugada, Irã e Israel vêm realizando uma série de ataques aéreos mútuos.
‘O mártir Ali Larijani, um dos funcionários mais proeminentes e prudentes do país, foi alvo de ataques aéreos americanos e sionistas na casa de sua filha, na região de Pardis, juntamente com seu filho, um de seus assessores e um grupo de guarda-costas, e foi martirizado’, disse a agência Fars, em nota de pesar.
Além de Larijani, Israel também teria matado Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij — uma unidade ligada à Guarda Revolucionária do Irã que desempenhou papel relevante na repressão aos protestos contra o regime no início do ano.
Nesta terça-feira (17/03), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, publicou uma mensagem direcionada aos iranianos em suas redes sociais. Na declaração, ele reafirmou a morte de Ali Larijani e de outro comandante aliado ao Irã, além de defender a ofensiva militar e descrever Israel como “uma grande potência”.
“Estamos minando este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Isso não acontecerá de uma vez, nem será fácil”, afirmou.






