A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou unanimidade, nesta sexta-feira (20), para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados por obstrução de Justiça no chamado Caso Master. O voto que consolidou a decisão foi apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.
Vorcaro é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com as investigações, o grupo teria contratado influenciadores para atacar o Banco Central e realizado transferências financeiras consideradas suspeitas, incluindo repasses ao pai do empresário — elementos que, segundo Mendes, justificam a manutenção da prisão.
Apesar de acompanhar o relator André Mendonça, o decano fez ressalvas ao uso de argumentos que classificou como “conceitos elásticos” e “juízos morais” para fundamentar prisões preventivas. Ele também defendeu a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que havia sido criticado no voto do relator por não apontar urgência na análise do caso.
Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator. Já Dias Toffoli não participou do julgamento após se declarar impedido por motivo de foro íntimo.
Além de Vorcaro, permanecem presos Fabiano Campos Zettel e Marilson Roseno da Silva. Outro alvo, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, morreu após atentar contra a própria vida logo depois da prisão.
Na quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após a defesa firmar um acordo de confidencialidade para iniciar negociações de uma possível delação premiada. Um pedido de prisão domiciliar chegou a ser apresentado, mas foi negado.






