O BTG Pactual confirmou ter sido alvo de um ataque hacker e suspendeu temporariamente as operações via Pix. Embora não tenha divulgado oficialmente o valor, fontes indicam que cerca de R$ 100 milhões teriam sido desviados — montante que pertenceria à própria instituição e estaria depositado no Banco Central do Brasil.
Segundo as apurações, os recursos foram transferidos para contas em diferentes instituições financeiras, como Banco Inter, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, PicPay, Itaú e Mercado Pago. Posteriormente, o dinheiro teria sido convertido em criptomoedas.
A Polícia Federal foi acionada e conduz a investigação. De acordo com interlocutores, parte dos valores já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões ainda sob controle dos criminosos.
Em nota, o banco informou que não houve acesso a contas de clientes nem vazamento de dados. O BTG também iniciou, nesta segunda-feira (23), o processo de restabelecimento do sistema Pix.
O caso ocorre meses após um ataque semelhante à C&M Software, responsável por integrar fintechs ao sistema Pix, quando cerca de R$ 1 bilhão teria sido desviado.
Na ocasião, o BMP foi uma das mais afetadas e chegou a perder mais de R$ 500 milhões. Investigações da operação Cliente Fantasma apontaram que a instituição teria sido utilizada para movimentações financeiras ligadas a organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.






