O deputado Rodrigo Bacellar não vai renunciar ao mandato. Em conversa com o grupo de parlamentares que atendeu a seu convite e subiu a serra para um almoço em sua residência de campo, em Teresópolis, o presidente afastado da Assembleia afirmou que não pretende deixar o cargo voluntariamente.
Não foi grande o número de deputados presentes ao encontro. Apesar do sigilo em torno das presenças, versões sobre a reunião dão conta de que entre 10 e 13 parlamentares compareceram — número bem distante do apoio unânime dos 70 integrantes da Casa em sua reeleição à presidência da Mesa. Alguns deputados desistiram por conta de informes de que o encontro seria monitorado com drones pela Polícia Federal.
Mais do que pedir votos para Chico Machado, que também esteve presente, Bacellar fez um apelo para que o grupo se mantenha unido, a fim de se movimentar de modo assertivo após a definição do cenário. O político campista disse que a estratégia só deve ser traçada depois da sessão do TSE desta terça-feira, quando será retomado o julgamento do caso Ceperj. Se for cassado, Bacellar pretende patrocinar a candidatura de Chico à presidência da Alerj. Em caso de novo pedido de vista, o fiel escudeiro disputaria o mandato-tampão.
De acordo com fontes com trânsito entre os advogados do político, a renúncia seria contraindicada e de alto potencial de risco. Dos três acusados de envolvimento com o Comando Vermelho, dois — o ex-deputado TH Jóias e o desembargador Macário Júdice Neto — encontram-se presos. Bacellar deixou a prisão por decisão de seus pares na Alerj. Ao renunciar, perderia a proteção do mandato e poderia voltar a ser detido.






