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Influenciadora argentina é julgada no Rio por acusação de injúria racial

Audiência ocorre nesta terça (24) na Justiça fluminense; defesa afirma que ré reconhece erro e demonstra arrependimento

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Agostina na 11ª DP (Rocinha). Foto: Henrique Coelho/g1 Rio

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez é julgada nesta terça-feira (24) pela Justiça do Rio de Janeiro, em um processo que apura a prática de injúria racial. A audiência de instrução e julgamento acontece na 37ª Vara Criminal, e o caso tramita em segredo de justiça.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a acusada teria feito ofensas racistas contra funcionários de um bar na Zona Sul da cidade no início do ano. Segundo a promotoria, ela utilizou termos de forma pejorativa, incluindo a palavra “mono” — que em espanhol significa macaco — além de imitar gestos do animal.

Ainda conforme o órgão, outras expressões ofensivas também teriam sido dirigidas a mais dois funcionários, o que levou à caracterização de três crimes. Um vídeo com a cena circulou nas redes sociais e motivou a investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que indiciou a advogada.

A prisão preventiva chegou a ser decretada após o recebimento da denúncia, sob o argumento de risco de fuga e repetição das ofensas. Agostina Páez foi presa no dia 6 de fevereiro, mas acabou liberada poucas horas depois por decisão da própria Vara Criminal. Desde então, permanece no Brasil com uso de tornozeleira eletrônica.

A promotora Fabíola Tardin Costa afirmou que o foco da acusação está na responsabilização e reparação do dano causado, além de reforçar o compromisso do país no combate ao racismo.

Já a defesa, representada pela advogada Carla Junqueira, declarou que a cliente reconhece a conduta inadequada, demonstra arrependimento e pediu desculpas. Segundo ela, há expectativa de que eventuais punições possam ser convertidas em medidas alternativas, com a ré respondendo ao processo em liberdade.