Uma força-tarefa composta pelas polícias civis do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás deflagrou, nesta terça-feira (24/03), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas de larga escala. A ação resultou na prisão de quatro suspeitos, sendo um deles localizado no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Ao todo, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão. O grupo é investigado por aplicar o chamado “golpe do falso Pix”, utilizando engenharia social para enganar vítimas em diversas regiões do país.
O Modus Operandi
Segundo a Polícia Civil, o esquema era meticuloso: os criminosos utilizavam fotos reais de familiares das vítimas, extraídas de redes sociais, para criar perfis falsos no WhatsApp. Ao se passarem por filhos em situações de suposta emergência, os golpistas induziam pais a realizarem transferências financeiras urgentes sob o pretexto de pagamentos imediatos ou problemas com contas bancárias.
As autoridades destacam que a aparência de veracidade das abordagens era o principal trunfo do grupo, o que levava as vítimas ao erro e causava graves prejuízos financeiros.
Subnotificação e Investigação
Apesar da amplitude do esquema e do alto número de lesados, a polícia identificou que parte das vítimas não chegou a registrar ocorrência formal, o que pode mascarar o real alcance do prejuízo causado pela quadrilha.
Durante as incursões de ontem, foram apreendidos computadores, aparelhos celulares e documentos que comprovam a movimentação ilícita. Todo o material será submetido à perícia técnica para auxiliar no avanço do inquérito e na identificação de outros integrantes do braço financeiro da organização.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio estratégico da Delegacia de Defraudações (DDEF) do Rio de Janeiro. O objetivo central, segundo os delegados responsáveis, é a completa desarticulação da logística do grupo e o bloqueio de contas utilizadas para a lavagem do dinheiro obtido com os crimes.






