O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro, informou nesta quarta-feira (25) que a alta hospitalar está prevista para a próxima sexta-feira (27). Ele está internado há cerca de duas semanas no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana.
Segundo o médico, o tratamento com antibióticos será concluído até quinta-feira, e a evolução clínica tem sido positiva. Exames recentes, como o raio-X, indicam recuperação dentro do esperado, apesar de ainda haver uma lesão residual no pulmão esquerdo.
Bolsonaro foi internado no dia 13 de março e chegou a permanecer na UTI, sendo posteriormente transferido para a unidade semi-intensiva. De acordo com sua defesa, o ex-presidente possui histórico de problemas respiratórios, apneia do sono e outras comorbidades, o que exige acompanhamento médico constante.
Os advogados voltaram a pedir que ele cumpra a pena em casa, alegando que o ambiente prisional não oferece estrutura adequada para o tratamento. A solicitação foi aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão domiciliar por 90 dias a partir da alta médica.
Na decisão, Moraes considerou a idade, o histórico de saúde e o atual quadro clínico do ex-presidente, destacando que o ambiente domiciliar é mais apropriado para a recuperação completa. O ministro também determinou medidas como uso de tornozeleira eletrônica, restrição de visitas e proibição de comunicação externa, incluindo redes sociais.
A decisão prevê reavaliação ao fim do prazo, com possibilidade de nova perícia médica. Durante esse período, Bolsonaro deverá permanecer em casa, seguindo recomendações como repouso, controle de infecções e acompanhamento contínuo da equipe médica.
O médico responsável afirmou que a residência da família, em Brasília, já está sendo adaptada para recebê-lo, com equipamentos adequados às suas necessidades de saúde. Ele também mencionou a possibilidade de uma futura cirurgia no ombro direito, após a recuperação da pneumonia.
A defesa classificou a decisão como coerente com entendimentos anteriores do STF, embora tenha criticado o prazo determinado para a prisão domiciliar, considerado “inovador”.
Bolsonaro está preso desde novembro do ano passado e atualmente cumpre pena em uma unidade da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecida como Papudinha.






