A saúde financeira do brasileiro segue operando no limite. Uma pesquisa inédita realizada pela consultoria Quiddity, em parceria com a Ágora e antecipada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, revela que 58% da população encerra o mês sem qualquer sobra de dinheiro ou gastando mais do que recebe.
O levantamento, que integra a 4ª edição do estudo anual “Tensões Culturais”, evidencia uma disparidade de gênero acentuada: entre as mulheres, 64% não conseguem guardar recursos, enquanto entre os homens o índice é de 53%.
O custo mental da crise
Para além das planilhas, o desequilíbrio nas contas tem cobrado um preço alto na saúde mental dos entrevistados. O estudo aponta que o aperto financeiro é o combustível para um estado de alerta emocional constante:
- 55% dos brasileiros relatam sentir ansiedade constante devido à situação financeira;
- 39% manifestam sentimentos de exaustão ou frustração.
Um dos pontos mais intrigantes da pesquisa é o contraste entre a percepção individual e a visão macroeconômica. Mesmo diante de um cenário de escassez, o brasileiro mantém a esperança pessoal: 85% dos ouvidos acreditam que sua vida financeira irá melhorar em 2026.
Essa confiança, porém, não se traduz na visão sobre o futuro do Brasil. Apenas 34% dos entrevistados acreditam em uma melhora na situação econômica do país, sugerindo que o brasileiro confia mais na própria capacidade de superação do que nas políticas públicas ou nos rumos do mercado nacional.
A pesquisa, uma iniciativa do grupo de comunicação Untold, ouviu 1.355 pessoas de todas as regiões e classes sociais entre os dias 26 de janeiro e 9 de fevereiro de 2026. Realizado via internet, o levantamento possui margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O relatório completo será divulgado na íntegra ainda esta semana.






