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Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli ao Brasil

A ex-deputada, condenada pelo STF a 10 anos de prisão, é considerada foragida desde maio de 2024

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A Corte de Apelação de Roma autorizou, nesta quinta-feira (26), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A decisão atende a um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), após a política ter sido condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apesar da sentença favorável ao Estado brasileiro, o processo ainda não é definitivo. A defesa de Zambelli pode recorrer da decisão antes que o caso seja submetido à palavra final do governo italiano. Atualmente, não há um prazo estabelecido para o desfecho do imbróglio jurídico.

Histórico e Fuga

Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado. Após uma passagem pelos Estados Unidos — onde alegou ser vítima de “perseguição” em suas redes sociais —, ela seguiu para a Europa. Por ter saído do país após a condenação imposta pelo STF, a ex-parlamentar passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.

A prisão ocorreu em julho de 2024, em solo italiano, após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, formalizar o pedido de extradição e incluir o nome da ex-deputada na “lista vermelha” da Interpol. Desde então, ela permanece detida, uma vez que a Justiça da Itália negou pedidos de liberdade por considerar que há risco de fuga.

Manobras e Adiamentos

O julgamento da extradição enfrentou meses de lentidão. O processo acumulou quatro adiamentos desde o fim do ano passado, motivados por uma greve de advogados em Roma e pela apresentação de novos documentos por parte da defesa, que tenta evitar o retorno da política ao Brasil.

Zambelli nega participação na invasão do sistema do CNJ e declarou publicamente que prefere ser julgada pela Justiça italiana.

Perda de Mandato

Enquanto o processo avançava na Europa, a situação política de Zambelli no Brasil também foi selada. Em dezembro, o STF ordenou a cassação de seu mandato, revertendo um entendimento anterior da Câmara dos Deputados. Diante da pressão jurídica, a parlamentar protocolou sua carta de renúncia três dias após a determinação da Corte.