Teve início neste sábado (28) a Mobilização Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o Brasil. A campanha chega em um momento crítico: dados do Ministério da Saúde revelam que o país já soma mais de 14 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas este ano, com o vírus da gripe figurando entre os principais agentes das internações mais complexas.
A estratégia do governo é a antecipação. De acordo com especialistas, o objetivo não é reagir ao pico de doenças respiratórias, mas preparar o sistema imunológico da população antes do inverno, período de maior circulação viral.
Por que se vacinar agora?
O organismo leva, em média, de duas a três semanas para desenvolver a proteção total após a aplicação. “Adiar a vacinação é dar margem para o vírus em um momento em que as hospitalizações historicamente disparam”, alertam técnicos da pasta. Como o vírus Influenza sofre mutações constantes e a imunidade cai com o tempo, a dose anual é indispensável para garantir a eficácia.
Grupos Prioritários e Foco no SUS
Nesta primeira fase, o Sistema Único de Saúde (SUS) foca nos públicos com maior risco de complicações e óbitos:
- Idosos e crianças pequenas;
- Gestantes e puérperas;
- Pessoas com doenças crônicas;
- Profissionais da saúde e educação.
Quem não faz parte destes grupos pode buscar a imunização na rede privada ou aguardar a possível liberação de doses remanescentes pelo governo, o que depende da disponibilidade de estoque após a meta da campanha ser atingida.
Gripe ou Resfriado: Como diferenciar?
A confusão entre os sintomas é comum, mas a gravidade separa os dois quadros. Segundo a infectologista Flávia Bravo, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a gripe (Influenza) é marcada por febre alta, dores intensas no corpo e prostração. Já o resfriado costuma limitar-se a coriza e mal-estar leve.
Sinais de Alerta: A busca por atendimento médico imediato deve ocorrer se houver falta de ar, febre persistente ou cansaço extremo. Estes sintomas podem indicar a evolução para uma pneumonia.
Mitos e Verdades
Diferente do que prega o senso comum, a vacina não causa gripe, pois é feita com vírus inativados (mortos). Embora não impeça 100% dos contágios, seu papel fundamental é reduzir drasticamente as formas graves da doença, evitando que uma infecção simples se torne uma internação fatal.
Procure o posto de saúde mais próximo com seu documento de identificação e caderneta de vacinação. Em caso de febre no dia, a recomendação é adiar a aplicação até a recuperação total.






