O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi encaminhado ao sistema prisional do estado na tarde deste sábado (28), após passar pela Superintendência da Polícia Federal. A nova prisão preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em um momento de fragilidade política do ex-parlamentar, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana.
Segundo a decisão de Moraes, a perda do cargo removeu as prerrogativas institucionais que anteriormente permitiram à Alerj revogar sua prisão. O ministro justificou a medida apontando um “risco concreto de obstrução de Justiça”, citando indícios de que Bacellar usaria sua influência política e acesso a informações sensíveis para interferir em investigações em curso.
Acusações de elo com o Comando Vermelho
A ofensiva faz parte de um desdobramento da Operação Zargun, que investiga o tráfico internacional de armas e drogas. Recentemente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bacellar por obstrução de justiça, alegando que ele teria atuado para beneficiar lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
De acordo com o relatório da PF, o ex-deputado é suspeito de vazar informações sigilosas sobre operações policiais para Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, alertando-o na véspera de ações para que provas fossem destruídas.
Defesa contesta “prisão desnecessária”
Em nota oficial, a defesa de Rodrigo Bacellar classificou a prisão como “indevida e desnecessária”, alegando que o cliente vinha cumprindo rigorosamente todas as medidas cautelares impostas anteriormente, como o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar.
A situação jurídica de Bacellar se agravou com o desfecho do processo no TSE, que também resultou na inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.






