As mulheres brasileiras demonstram maior insegurança e desânimo em relação à própria situação financeira do que os homens, além de perceberem com mais intensidade os efeitos negativos das finanças pessoais sobre a saúde. É o que aponta uma pesquisa do Datafolha realizada em abril.
O levantamento mostra que o desconforto com a vida financeira é generalizado, mas atinge com mais força o público feminino. Entre as mulheres, 44% classificam seu humor em relação às finanças como ruim ou péssimo, enquanto entre os homens o percentual é de 36%.
Especialistas apontam fatores estruturais para explicar a diferença. Segundo Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o rendimento das mulheres é, em média, cerca de 20% menor do que o dos homens, o que já as coloca em situação de maior vulnerabilidade financeira.
A menor participação feminina no mercado de trabalho e a maior dificuldade de inserção profissional também contribuem para o cenário. Além disso, um percentual maior de mulheres afirma estar com o nome negativado, reforçando a fragilidade financeira.
A pesquisa ainda revela que as mulheres percebem de forma mais intensa os efeitos das finanças sobre a saúde, tanto física quanto mental, impactando também o desempenho no trabalho e nos estudos. Apesar do cenário de preocupação, a maioria dos entrevistados mantém expectativas positivas de melhora para o futuro.










