A defesa do senador Ciro Nogueira afirmou nesta quinta-feira (07/05) que o parlamentar não participou de qualquer irregularidade investigada pela Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero.
O senador foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido em um endereço ligado a ele, em Brasília. A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e repasses de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao sistema financeiro e político.
Em nota, os advogados de Ciro Nogueira disseram que o senador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
Segundo a defesa, “não há qualquer ilação de ilicitude” na atuação parlamentar do senador. Os advogados também afirmaram que ele pretende contribuir para esclarecer os fatos apurados pela Polícia Federal.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e cumpre mandados no Distrito Federal, Piauí, São Paulo e Minas Gerais. Além do senador, o irmão dele, Raimundo Nogueira, também foi alvo das buscas.
De acordo com informações da investigação, a PF apura uma suposta atuação do parlamentar em benefício de integrantes do Banco Master em troca de vantagens econômicas indevidas. A investigação aponta que o núcleo ligado ao senador reúne um dos maiores volumes de indícios analisados até o momento.
A operação também teve como alvo Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, preso temporariamente em Minas Gerais. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de bens e valores que somam R$ 18,85 milhões.
Na nota divulgada após a operação, a defesa de Ciro Nogueira criticou as medidas cautelares adotadas pela investigação, classificadas como “graves e invasivas”. Os advogados afirmam que algumas decisões teriam sido tomadas com base em trocas de mensagens atribuídas a terceiros.
O caso segue sob sigilo e continua sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.










