Os Estados-membros e o Parlamento Europeu divulgaram um acordo nesta quinta-feira (5) para banir, na União Europeia (UE), as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que geram imagens sexuais falsas, sem a autorização das pessoas envolvidas.
A iniciativa surgiu após a introdução de uma funcionalidade no Grok, o assistente de IA, do empresário Elon Musk, que permite aos usuários solicitar a criação de imagens hiper-realistas (ou deepfakes) de adultos e crianças despidas a partir de fotos reais, sem o consentimento das pessoas retratadas.
O recurso provocou um escândalo em vários países europeus e levou à abertura de uma investigação na UE. Uma das vítimas do recurso foi a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que teve imagens falsas geradas e divulgadas sem a sua autorização.
A nova regulamentação deve entrar em vigor a partir de 2 de dezembro de 2026, quando os serviços de IA deverão executar medidas de segurança para impedir a geração desse tipo de conteúdo.










