O turismo em unidades de conservação federais alcançou números históricos em 2025 e teve forte impacto na economia brasileira. Segundo estudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visitação aos parques e áreas protegidas movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas e contribuiu com R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O levantamento aponta ainda que a atividade sustentou mais de 332,5 mil empregos ao longo do ano. Ao todo, as 175 unidades federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitantes, o maior número desde o início da série histórica, em 2000.
Os parques nacionais concentraram grande parte desse público, com 13,6 milhões de visitas. De acordo com o ICMBio, o crescimento está ligado à ampliação da infraestrutura, melhoria nos serviços, inclusão de novas áreas no sistema e ao aumento do interesse pelo turismo de natureza no período pós-pandemia.
O estudo também destaca que cada R$ 1 investido no ICMBio gera R$ 16 em retorno para o PIB e R$ 2,30 em arrecadação de impostos. Somente em tributos, o turismo nas unidades de conservação gerou quase R$ 3 bilhões.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os números reforçam a importância das áreas protegidas para o desenvolvimento sustentável do país. Já o presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou o papel estratégico do turismo ecológico na geração de emprego, renda e qualidade de vida.
Entre os destinos mais visitados do país, o destaque ficou para o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu mais de 4,9 milhões de turistas em 2025. O local abriga atrações como o Cristo Redentor, Pedra da Gávea, Vista Chinesa e diversas trilhas.
Na sequência aparecem o Parque Nacional do Iguaçu, com 2,2 milhões de visitantes, e o Parque Nacional de Jericoacoara, que recebeu 1,3 milhão de pessoas no ano passado.
O ICMBio também alertou que o crescimento da visitação aumenta os desafios de preservação ambiental, exigindo investimentos em infraestrutura, monitoramento e ações de educação ambiental para garantir o equilíbrio entre turismo e conservação da natureza.
*Informações Agência Brasil










