Com a ativação do sistema, a Iguá Rio estima impedir que cerca de 20 milhões de litros de esgoto por dia — volume equivalente a mais de sete piscinas olímpicas — alcancem o sistema lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá.
O funcionamento do CTS é baseado na interceptação do esgoto lançado de forma indevida nas redes de drenagem de águas pluviais. Esse material é desviado para tratamento adequado, evitando a contaminação de corpos hídricos. A solução é considerada estratégica em áreas urbanas densas e com ocupação desordenada, onde a implantação de redes convencionais de esgotamento é mais complexa.
No caso do Arroio Fundo, o sistema conta com 21 pontos de captação e se tornou o maior já implementado pela concessionária. Ele representa sozinho cerca de 40% de toda a capacidade prevista para o programa de CTS da empresa.
Outras frentes já haviam sido implantadas anteriormente, como o sistema do Canal das Taxas, no Recreio dos Bandeirantes, que direciona aproximadamente 1,4 milhão de litros de esgoto por dia para tratamento antes de chegar à Lagoa de Marapendi. A Iguá Rio também planeja novas unidades nas bacias dos rios Anil e Guerenguê.
A concessionária afirma que o conjunto de intervenções busca reduzir a degradação ambiental e acelerar a recuperação dos corpos hídricos da cidade. “Ao impedir que o esgoto chegue às lagoas, conseguimos melhorar a qualidade de vida e avançar na recuperação ambiental”, afirmou o diretor-geral da empresa, Flavio Vaz.
O programa prevê investimentos de cerca de R$ 126 milhões na expansão dos coletores de tempo seco. Entre as próximas etapas estão instalações previstas para Muzema e Rio das Pedras. Ao fim da expansão, o sistema deve alcançar 54 pontos em operação, com capacidade de evitar o lançamento de aproximadamente 479 milhões de litros de esgoto por dia — o equivalente a 16 piscinas olímpicas.
Segundo a empresa, a estratégia prioriza áreas mais críticas e inclui monitoramento constante das estruturas, o que aumenta a eficiência operacional. “Isso potencializa os resultados ambientais”, disse o diretor de Operações, Lucas Arrosti.
Ao todo, cerca de 100 mil moradores de aproximadamente 40 comunidades localizadas no entorno de corpos hídricos devem ser beneficiados. Entre os principais impactos esperados estão a melhora da qualidade da água, a redução de odores e a diminuição de riscos à saúde pública em regiões historicamente afetadas pela falta de infraestrutura de saneamento.










