O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira um projeto de lei que cria o dia de homenagem às vítimas da Covid-19. O ato foi realizado no Palácio do Planalto e cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
O dia escolhido foi 12 de março, data do registro da primeira morte por Covid no Brasil em 2020, em São Paulo. O texto é de autoria do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).
— Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável. Eu nunca pessoalmente acusei o ex-presidente. Eu partia do pressuposto de que ele podia não entender nada, porque muitas vezes as falas deles na televisão eram demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto — disse Lula, durante o evento de sanção da lei.
A escolha do dia 12 de março faz alusão ao primeiro óbito por Covid-19 oficialmente registrado no país, o da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, em 2020, e visa validar a dimensão do impacto da crise sanitária na trajetória de milhões de brasileiros. Mais do que uma efeméride, a iniciativa estabelece a memória da pandemia como um pilar estratégico para nortear políticas públicas, assegurando que as falhas cometidas anteriormente não sejam replicadas.
Essa legislação caminha lado a lado com outros esforços governamentais recentes para salvaguardar esse legado histórico, a exemplo da criação do Memorial da Pandemia no Rio de Janeiro. Sediado no Centro Cultural do Ministério da Saúde, o memorial integra tributos, documentos históricos e projetos pedagógicos que reiteram o papel fundamental da ciência e do acesso a informações confiáveis no combate a emergências de saúde pública.
Segundo o Ministério da Saúde, até agosto de 2025, o país contabilizou mais de 716 mil mortes pelo vírus.










