O cantor Ed Motta afirmou em depoimento prestado na 15ª DP, na Gávea, que se sentiu “chateado e desprestigiado” após ser cobrado pela taxa de rolha no restaurante Grado, no Jardim Botânico. O artista também negou ter ofendido funcionários e declarou que não teve a intenção de atingir ninguém ao arremessar uma cadeira durante a confusão ocorrida no último dia 2.
Segundo os termos de declaração obtidos pelo g1, Ed foi ouvido em duas frentes da investigação: como testemunha no caso de lesão corporal e como investigado por injúria por preconceito.
De acordo com o cantor, ele frequenta o restaurante há cerca de nove anos e costumava levar vinhos próprios sem cobrança da taxa de rolha. No dia da confusão, o grupo levou sete garrafas ao estabelecimento e foi surpreendido pela cobrança, o que teria provocado o desentendimento.
Em depoimento, Ed relatou que questionou o gerente sobre a taxa e, após a explicação de que a cobrança ocorreu devido ao tamanho da mesa, ficou irritado. O artista afirmou que, tomado pela emoção, pegou uma cadeira e a jogou no chão, mas sem intenção de atingir qualquer pessoa.
O cantor também declarou que esbarrou em uma mesa próxima por conta de seu porte físico e percebeu que uma bolsa caiu no chão durante a movimentação. Segundo ele, ainda naquela noite enviou mensagens ao sócio do restaurante reclamando do atendimento e só soube da dimensão da confusão no dia seguinte.
Em outro depoimento, Ed Motta negou ter feito ofensas xenofóbicas contra funcionários, incluindo o uso do termo “paraíba”, citado por um dos empregados do restaurante à polícia.
A delegada Daniela Terra informou que testemunhas indicadas pelo cantor ainda serão ouvidas, assim como o dono do restaurante e o homem apontado como responsável por arremessar uma garrafa durante a briga.
A confusão envolveu também frequentadores de uma mesa vizinha. Um dos acompanhantes de Ed, Nicholas Guedes Coppim, é investigado por lesão corporal após, segundo relatos, agredir uma pessoa com um soco e uma garrafada.
As investigações da 15ª DP apuram possíveis crimes de lesão corporal e injúria por preconceito. A defesa de Ed Motta afirmou que o cantor não agrediu ninguém e deixou o local indignado com o atendimento recebido.










