A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniu, nesta terça-feira (12/5), com representantes da Química Amparo LTDA, responsável pela marca Ypê, para tratar das providências adotadas pela fabricante após a suspensão de lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes por suspeita de contaminação microbiológica.
A empresa afirmou que colocou em prática 239 ações corretivas relacionadas aos processos de fabricação dos produtos. As mudanças também consideram apontamentos feitos em inspeções conduzidas pela Anvisa ao longo de 2024 e 2025.
A reunião foi realizada na sede da Anvisa, em Brasília, e contou com a presença do diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, do diretor Daniel Pereira, que atua na área de fiscalização, além do presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e do diretor de operações da empresa, Jorge Eduardo Beira.
Equipes técnicas da Anvisa e profissionais dos setores jurídico e de controle de qualidade da companhia também participaram da reunião.
Conforme informou a fabricante, desde a publicação da Resolução nº 1.834/2026, divulgada na última quinta-feira (7/5), a unidade industrial de Amparo, no interior de São Paulo, passou a intensificar as medidas de adequação para atender às exigências sanitárias.
A agência informou que a Diretoria Colegiada irá analisar, nesta quarta-feira (13/5), o recurso protocolado pela empresa na última sexta-feira (8/5). O pedido tenta suspender os efeitos da decisão que interrompeu a comercialização e determinou o recolhimento de lotes específicos da marca.
A Anvisa afirma que a decisão da última terça-feira (5/5) segue o princípio de proteção à saúde e foi baseada em análise de risco sanitário. Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária identificaram falhas nos sistemas de controle de qualidade e nos processos de fabricação.










