A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) oficializou, em edição extra do Diário Oficial, a exoneração em massa de 40 servidores lotados no gabinete do deputado Thiago Rangel (Avante). A medida extingue a estrutura de assessoria e destitui a chefe de gabinete do parlamentar. O ato ocorre um dia após o colegiado decidir pelo bloqueio imediato dos salários e das verbas da liderança do deputado.
O ato administrativo é assinado pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e pelo primeiro-secretário, Rosenverg Reis (MDB). O esvaziamento total do gabinete cumpre o rito institucional após o afastamento compulsório do deputado do exercício do mandato.
Prisão mantida no STF e processo de cassação
A decisão da Alerj foi acelerada após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manter, de forma unânime, a prisão preventiva de Thiago Rangel. A corte também blindou a decisão judicial ao vetar qualquer votação no plenário da Alerj para reverter a prisão do deputado.
Rangel foi preso pela Polícia Federal (PF) no âmbito da quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação aponta o envolvimento do parlamentar em um esquema de fraudes em contratos públicos de compra de materiais pedagógicos e serviços para escolas da rede estadual de ensino, com foco em municípios do interior fluminense.
Além de perder a estrutura física e de pessoal do gabinete, Thiago Rangel responderá por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa, processo que pode resultar na cassação definitiva do mandato.
Suplente assume a cadeira no Palácio Tiradentes
Com a extinção da folha de pagamento do antigo gabinete, a Mesa Diretora da Alerj deu início aos trâmites para convocar o suplente Wellington José para assumir a vaga legislativa.
A troca de cadeiras segue as seguintes regras políticas:
- Votação anterior: Wellington José obteve mais de 22 mil votos no último pleito.
- Legenda de origem: Ele concorreu como suplente pelo Podemos, partido pelo qual Rangel foi eleito antes de se migrar para o Avante.
- Partido atual: O novo deputado está filiado ao União Brasil, mas assume a vaga por direito de suplência da coligação original.
Wellington José, que já atuou como deputado estadual entre os anos de 2021 e 2022, deve ser empossado nos próximos dias para normalizar a representação da cadeira na Alerj.










