A operação Mare Liberum, deflagrada na semana passada, identificou, entre outros casos, a entrada no país de 144 mil latas de energético que haviam sido barradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Segundo as apurações, a carga de energéticos, distribuída em cerca de 6 mil caixas, foi autorizada em 2022 por um auditor da Receita, mesmo após a reprovação sanitária. O servidor teria recebido R$ 20 mil para viabilizar a liberação. A identidade do auditor não foi divulgada.
O caso é apenas um entre milhares de registros suspeitos. Ao todo, foram identificados indícios de irregularidades em aproximadamente 17 mil declarações de importação entre julho de 2021 e março de 2026, envolvendo mercadorias diversas, desde alimentos até equipamentos da indústria de óleo e gás. O valor estimado dessas operações chega a R$ 86 bilhões.
“Alimentos que estavam sujeitos ao controle de autoridades sanitárias que não poderiam entrar no Brasil sem a anuência desses órgãos e, no entanto, devido ao esquema, acabavam entrando”, disse o corregedor-geral da Receita Federal, Guilherme Bibiani, sem detalhar o caso.










