A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai instituir a Medalha Vereadora Luciana Novaes, destinada a homenagear pessoas e instituições que se destacam na promoção dos direitos das pessoas com deficiência. O projeto de resolução já está em tramitação e foi apresentado pelo presidente da Casa, Carlo Caiado, em conjunto com a Mesa Diretora.
A iniciativa busca preservar o legado de Luciana Novaes, que morreu no último dia 29 de abril, aos 42 anos. Em seu terceiro mandato, a parlamentar deixou quase 200 leis aprovadas, com foco em acessibilidade, proteção aos idosos e apoio a populações em situação de vulnerabilidade.
A nova medalha passa a integrar o conjunto das principais honrarias do Legislativo carioca, ao lado do Conjunto de Medalhas Pedro Ernesto e da Medalha Chiquinha Gonzaga.
Segundo Carlo Caiado, a criação da honraria reforça o compromisso da Casa com a inclusão. “É uma forma de manter vivo o legado de uma parlamentar que fez da acessibilidade sua principal bandeira”, afirmou.
Despedida e homenagens
O corpo da vereadora foi velado na última segunda-feira (4), no Palácio Pedro Ernesto, reunindo familiares, amigos e autoridades, como o prefeito Eduardo Cavaliere. Durante a cerimônia, a irmã da parlamentar, Jorgiane Novaes, informou que a família autorizou a doação de órgãos, atendendo a um desejo manifestado por Luciana em vida.
Além da medalha, a Câmara estuda outras formas de homenagem. Uma delas é dar o nome da vereadora à sala da Vice-Presidência, onde ela atuava e que foi adaptada para acessibilidade em 2017.
Luciana Novaes ficou tetraplégica em 2003, após ser atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. A partir da experiência pessoal, transformou a luta por inclusão e acessibilidade em uma das principais marcas de sua trajetória política.










