O bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, será alvo de um grande projeto de reflorestamento urbano. A iniciativa prevê o plantio de mais de 337 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na região da Serra da Posse, considerada uma das áreas mais quentes e com menor cobertura vegetal da cidade.
O projeto faz parte do programa Floresta Viva, resultado de um convênio assinado nesta quinta-feira (07/05) entre a Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento previsto é de R$ 10 milhões.
A proposta prevê o plantio e a manutenção das mudas ao longo de 48 meses. Os recursos serão divididos entre o banco e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.
Segundo a prefeitura, o objetivo é criar um corredor ecológico ligando áreas já reflorestadas da região, ampliando a vegetação nativa, favorecendo a circulação da fauna e ajudando a reduzir os impactos do calor extremo.
O projeto também prevê a substituição gradual de espécies invasoras por árvores nativas, além da ampliação do sombreamento e da redução do risco de incêndios florestais.
Durante a assinatura do acordo, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a proposta busca transformar a Serra da Posse em uma grande área verde da Zona Oeste, semelhante ao papel da Floresta da Tijuca em outras regiões da cidade.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o Rio foi a primeira prefeitura do país a aderir ao programa Floresta Viva.
A vereadora Tainá de Paula também ressaltou que as zonas Norte e Oeste estão entre as regiões mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como calor intenso e enchentes.










