O número de casos de caxumba cresceu de forma significativa no estado do Rio de Janeiro no início de 2026. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam aumento de quase 90% nos registros da doença entre janeiro e março deste ano. Foram 395 casos confirmados no período, contra 210 no primeiro trimestre de 2025.
Entre os municípios de pequeno porte com maior incidência proporcional estão Guapimirim e Rio das Ostras. Segundo a secretaria, a maior parte das infecções ocorre em crianças menores de 10 anos, principalmente entre aquelas que não completaram o esquema vacinal. Até o momento, não houve registro de mortes pela doença no estado.
A caxumba é uma infecção viral que atinge principalmente as glândulas salivares, causando febre, mal-estar e inchaço na região próxima à mandíbula. A transmissão acontece por contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas, especialmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas.
Especialistas alertam que os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras viroses comuns da infância, dificultando o diagnóstico inicial. Em alguns casos, a doença pode evoluir para complicações mais graves, como inflamação dos testículos, pneumonia e alterações no sistema nervoso central.
Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Cristina Giordano, o crescimento dos casos está acima do padrão histórico esperado para este período do ano. Ela destaca que a baixa cobertura vacinal é um dos principais fatores para o aumento das notificações.
Atualmente, no estado do Rio, cerca de 85% do público-alvo recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral, enquanto apenas 70% completou a segunda aplicação. A meta do Ministério da Saúde é atingir 95% de cobertura.
Na capital fluminense, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os casos seguem dentro da normalidade e que a cidade mantém altos índices de vacinação. Segundo o município, a cobertura chega a 95% na primeira dose e 90% na segunda.
A vacina contra a caxumba é gratuita e está disponível nas unidades do SUS. O imunizante faz parte da tríplice viral, que também protege contra sarampo e rubéola. O esquema prevê duas doses na infância, mas adultos não vacinados também podem procurar os postos de saúde para atualização da caderneta.










