O Diário Oficial desta segunda-feira (11) oficializou um novo passo na estratégia de centralização de poder da gestão Ricardo Couto: o empoderamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Através de uma nova resolução, o governador em exercício colocou o braço policial do Palácio Guanabara como protagonista na fiscalização de divisas e no combate à evasão fiscal em postos estratégicos como Itatiaia, Campos dos Goytacazes e Levy Gasparian.
Até então, o GSI atuava apenas como força de apoio secundária à Secretaria de Fazenda. Agora, a pasta assume funções executivas e de inteligência no núcleo arrecadador do estado.
A nova norma altera profundamente o protocolo operacional nas barreiras fiscais. O GSI passa a ter:
- Poder de perseguição: Autonomia total para perseguir veículos que furarem blitze ou tentarem evadir postos de fiscalização.
- Garantia de autoridade: Obrigatoriedade de intervenção imediata caso auditores fiscais sofram resistência ou ameaças.
- Prontidão ostensiva: Policiais do gabinete permanecerão em regime de plantão nas unidades para garantir “intervenções rápidas”.
Além do braço armado, a integração avança sobre a inteligência. O fluxo de informações entre o fisco e o GSI passa a ser “bidirecional”. Na prática, isso permite que o gabinete de segurança acesse registros fiscais sensíveis para planejar operações próprias, enquanto compartilha dados de inteligência policial com os auditores.
Sob o comando do delegado Roberto Lisandro Leão desde abril, o GSI vive uma fase de expansão orçamentária e administrativa. Em nota oficial, o governo Couto afirmou que as mudanças visam “estruturar o esquema que poderá ser utilizado pelo novo governante a partir de 2027”.
A expansão de influência é acompanhada de investimentos robustos:
- R$ 16 milhões: Valor estimado em edital recente para locação de veículos.
- Frota de Elite: A licitação inclui a contratação de SUVs blindados para o alto escalão e operações especiais da pasta.










