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Defesa do Rio critica redistribuição de royalties no STF e fala em “confisco”

Procurador afirma que mudança ameaça equilíbrio federativo e desvirtua função dos recursos do petróleo

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Foto: Antonio Augusto/STF

Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (06/06), a defesa do Estado do Rio de Janeiro criticou a proposta de redistribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados. O procurador Gustavo Binenbojm afirmou que a medida vai além de uma questão financeira e envolve princípios constitucionais importantes.

Segundo ele, a mudança pode comprometer a segurança jurídica e o equilíbrio entre os entes da federação. O procurador também destacou que os royalties têm caráter compensatório, ou seja, servem para compensar os impactos da exploração de petróleo nas regiões produtoras.

Binenbojm criticou a lei de 2012, que alterou a forma de distribuição dos recursos, e afirmou que ela transforma uma compensação por danos locais em uma receita a ser dividida de forma ampla.

Durante a sustentação, ele ressaltou que a atividade petrolífera gera impactos ambientais e pressiona serviços públicos, como saúde, educação e segurança, principalmente nos estados produtores.

O procurador também rebateu o argumento de que a redistribuição ajudaria a reduzir desigualdades regionais. Para ele, esse objetivo não pode justificar a retirada de recursos dos estados que concentram a produção.

O julgamento no STF é considerado decisivo e pode ter impacto bilionário nas contas do Rio de Janeiro, principal beneficiado pelas regras atuais.