A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, informou ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, que o investigado manifestou interesse em colaborar com as autoridades, possivelmente por meio de um acordo de colaboração premiada. A informação foi revelada pelo jornalista Lauro Jardim, em coluna no jornal O Globo.
Segundo os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino, o pedido foi encaminhado junto à solicitação de transferência do ex-dirigente, que está preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda desde o dia 16. A defesa quer que ele seja levado para um local que garanta maior confidencialidade nas conversas com seus advogados, condição considerada essencial para a eventual formalização de uma delação.
Na petição, os advogados afirmam que a manifestação de interesse em cooperar ocorreu durante encontros no parlatório da unidade prisional. Eles destacam ainda a necessidade de avaliar tecnicamente se os elementos apresentados pelo investigado seriam suficientes para sustentar uma proposta de colaboração.
A defesa argumenta que o ambiente atual dificulta o exercício pleno do direito de defesa, especialmente no que diz respeito ao sigilo das conversas e à análise de possíveis provas. Também sustenta que essas limitações comprometeriam a tomada de decisão de forma consciente sobre os termos e consequências de um eventual acordo.
O pedido inclui ainda a solicitação de que Costa seja transferido para local compatível com a condição de oficial da reserva das Forças Armadas, o que, segundo a defesa, garantiria direito à prisão especial em sala de Estado-Maior.










