O Governo Federal lança nesta terça-feira (11) o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, uma ofensiva estratégica para nacionalizar o combate a facções e ao tráfico de armas. Com investimento previsto de R$ 11,1 bilhões, a iniciativa foca no estrangulamento financeiro das organizações criminosas e na integração entre estados e União.
O plano será oficializado no Palácio do Planalto via decreto presidencial e quatro portarias regulamentadoras. O aporte financeiro divide-se em duas frentes:
- R$ 968,2 milhões: Recursos diretos da União.
- R$ 10 bilhões: Linhas de financiamento via FIIs para estados e municípios.
Em declaração nas redes sociais, o presidente Lula destacou que a prioridade é “enfraquecer o potencial financeiro” das facções. O programa está estruturado em quatro eixos, sendo a Asfixia Financeira o pilar central (R$ 302,2 milhões).
As principais medidas desta frente incluem bloqueio de recursos, com rastreamento sistemático de ativos e lavagem de dinheiro; criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado para coordenar operações interestaduais e expansão do comitê voltado à identificação de bens e movimentações atípicas.
O lançamento ocorre sob forte pressão para que o governo apresente resultados práticos na segurança pública. A proposta busca dar capilaridade às ações federais, integrando inteligência policial e monitoramento de fronteiras para conter o avanço do crime organizado no território nacional.










