Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Bolsonaristas debatem substituição de Flávio por Michelle Bolsonaro para presidência
Política
Bolsonaristas debatem substituição de Flávio por Michelle Bolsonaro para presidência
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
Estado
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro financiamento para filme sobre Jair
Brasil
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro financiamento para filme sobre Jair
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
Mundo
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Mundo
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Mundo
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
Política
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Motocicletas concentram 77% das ocorrências de trânsito na capital, diz Semove

No Maio Amarelo, a Semove alerta para o aumento dos riscos no uso de motos para transporte de passageiros por aplicativo no Rio de Janeiro.

Siga-nos no

reprodução

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, a Semove fez um alerta sobre o crescimento do uso de motos para transporte de passageiros por aplicativo no Rio de Janeiro. A entidade, que representa 174 empresas de ônibus no estado, afirma que a falta de regulamentação do serviço aumenta a insegurança viária e pressiona o sistema de saúde pública.

Segundo dados consolidados pelo Corpo de Bombeiros, 77% das ocorrências de trânsito na capital fluminense envolvem motocicletas. Na prática, isso representa um acidente a cada 25 minutos.

A situação também aparece nos atendimentos da rede municipal de saúde. De acordo com a Semove, a média é de 80 feridos por dia em acidentes com motos, o que coloca o tema como um problema de saúde pública.

Para a entidade, a expansão do transporte de passageiros por motos em aplicativos tem ocorrido sem controle suficiente. A Semove afirma que faltam dados básicos, como o número de profissionais dedicados ao serviço e parâmetros claros de fiscalização.

Entre os operadores de ônibus, a preocupação também cresceu. Segundo a entidade, motos já representam até 50% das colisões registradas em diferentes vias da Região Metropolitana do Rio.

A Semove sustenta que a migração de passageiros do transporte coletivo para as motocicletas expõe parte da população a um modo de deslocamento mais vulnerável. A entidade também defende investimentos em infraestrutura para tornar as viagens de ônibus mais rápidas, regulares e previsíveis.

“A migração de passageiros do transporte coletivo para as motocicletas é o principal sintoma de um sistema de mobilidade que exige urgentes ajustes. Ao trocar os ônibus pela vulnerabilidade das duas rodas, o cidadão é empurrado para um cenário de risco extremo em busca de uma agilidade que muitas vezes custa a própria vida”, afirmou Eunice Horácio, gerente de Mobilidade da Semove.

Faixas exclusivas para motos podem não resolver o problema
O debate também envolve propostas de criação de faixas exclusivas para motocicletas. A Semove cita o estudo Impacto da Faixa Azul na Segurança Viária, conduzido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal do Ceará, para questionar se esse tipo de solução reduz acidentes.

Segundo a pesquisa mencionada pela entidade, intervenções de sinalização exclusiva, como a Faixa Azul de São Paulo, podem gerar efeitos negativos em alguns pontos. O estudo identificou aumento médio de 100% a 120% nos acidentes fatais em cruzamentos. Em trechos de fluxo livre, a velocidade média teria subido de 58,3 km/h para 72,2 km/h, um crescimento de 24%.

Para a Semove, esses dados indicam que a separação de faixas não deve ser tratada como solução automática. A entidade defende que qualquer mudança na circulação de motos seja acompanhada por planejamento, fiscalização e avaliação técnica.

A gerente de Mobilidade da Semove afirma que a redução dos acidentes depende de três frentes: engenharia, educação e fiscalização.

Na área de engenharia, a prioridade seria melhorar a infraestrutura e a atratividade do transporte coletivo. A ideia é reduzir a migração de passageiros para modais mais vulneráveis.

Na educação, a entidade defende campanhas permanentes sobre os riscos do uso da motocicleta, especialmente em comparação com sistemas coletivos estruturados. Já na fiscalização, a proposta é reforçar o controle de velocidade, a regularidade da habilitação e a conduta dos motociclistas nas vias.

Para a Semove, o avanço das motos no transporte de passageiros não pode ser tratado apenas como uma escolha individual. A entidade afirma que o fenômeno reflete falhas mais amplas da mobilidade urbana e exige respostas coordenadas do poder público.