O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus afirmou em depoimento que efetuou o disparo contra o carro de aplicativo onde estava Thamires Rodrigues de Souza Peixoto sem conseguir visualizar quem ocupava o veículo.
Segundo o agente, os vidros escuros do automóvel impediram a identificação dos passageiros e ele acreditou estar diante de uma possível tentativa de assalto durante a discussão de trânsito ocorrida no Pechincha, na Zona Oeste do Rio.
A declaração integra o inquérito que investiga a morte da designer de sobrancelhas, baleada na última quarta-feira (7) enquanto estava em um carro de aplicativo.
De acordo com o depoimento, o policial contou que sacou a arma após perceber a aproximação do outro veículo e decidiu atirar mesmo sem identificar os ocupantes, alegando suspeita de ameaça.
Durante o interrogatório, Frede também foi questionado sobre a possibilidade de recuar o carro para evitar a situação. Segundo ele, o susto o deixou “estagnado”, e o disparo ocorreu no momento em que o outro veículo passava ao lado do seu.
As investigações apontam ainda que o policial possui registros anteriores de ocorrências entre 2007 e 2020. Conforme o inquérito, há seis anotações criminais, sendo quatro relacionadas à violência doméstica, uma por lesão corporal e outra por injúria.
Ao decretar a prisão temporária do agente, a Justiça do Rio considerou a gravidade da conduta e o risco que ele poderia representar em liberdade.
Thamires estava no banco do passageiro do carro de aplicativo quando foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus.
O enterro aconteceu neste sábado (9), no Cemitério de Irajá. No mesmo dia, a filha mais nova da vítima completou quatro anos.










